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Radialista: Entre a luz e a escuridão

"Para cada vitória sofremos uma derrota" - Sun Tzu

Por Jota Mendes em 11/10/2020 às 11:14:40

"Para cada vitória sofremos uma derrota" – Sun Tzu

Começando com essa frase contida em uma das mais respeitadas literaturas, buscarei narrar o tão sofrível movimento de alcançar as conquistas sociais que possam representar uma mudança de perfil de cidadãos, influídos com a devassidão do que é expressado como comunicação exemplar para ouvintes em formação, para seus filhos na formação de sua conduta ética futura.

Vencer na comunicação, como radialista, repórter ou comunicador em qualquer aspecto, sem se preocupar com o efeito que esse sucesso protagoniza no comportamento social é danoso irresponsável e mesquinho. Nesse sentido e ainda com base no que San Tzu diz, reverto as sentenças em sua aplicação e endosso o que deve ser real dentro da comunicação radiofônica em tempos atuais:

"Para cada derrota, alcançamos uma vitória" – Jota Mendes

Dito isso relembro que o convívio em sociedade é a arte de ponderar sobre o que é bom, não apenas para o eu profissional, más um conjunto de fatores entre o que é correto ser dito e o que precisa ser dito. Tentando explicar essa tese, digo o seguinte:

"Não adianta vivenciar um sucesso em audiência, se as pessoas que me escutam são desinformadas, ou se a informação que levo ao público, induz ao ódio, a futilidade, o desrespeito e as sandices interpretativas ao próprio interesse ou de terceiros"

A luz da informação deve prevalecer com a clareza do que é dito, a fim de formar no cidadão, desde o mais humilde ao de prerrogativas abastadas, um desbravador de realidades, normatizando o conteúdo para busca de um equilíbrio social necessário. A informação não tem apenas um lado, ela é interpretativa e com isso deve ser tratada como tal; a luz sobre qualquer tema vem da incansável meditação do receptor, porém quando esse já a recebe condicionada a uma sacra personificação em determinado comunicador, a sociedade padece de sua própria visão das coisas, ações e humanização do que acontece.

Imagine uma mensagem de um comunicador que tem a credibilidade de um público que não pensa, não se preocupa em pensar. Ele expele prolíferos de negatividade para seu público que reflete em uma rejeição de qualquer outra versão do fato ou sobre a índole de qualquer pessoa.

Na escuridão da audiência más na inabalável certeza de dever cumprido, o agente comunicativo que se preocupa com o impacto do que por ele é narrado, visando não seu crescimento popular comercial, más a certeza de crescer onde junto a uma sociedade, questionam-te sobre fatos e atos, e com o debate sincero em arpejar inúmeras possibilidades sobre o assunto, pode-se ai afirmar que a vida pode fluir em rios de sabedoria e no tempo certo a sociedade renascerá em sua independência cultural.

A vitória, é pagar o preço pelo que se pretende alcançar, e pelo preço que pretende-se impor a si mesmo, é o de não sobrepor o bem social ao meu eu profissional. Encorajar o pensamento novo, e quem sabe um dia receber o mínimo de reconhecimento por isso. Não caminhar nas trevas da futilidade para alcançar falsos louros de vitórias irreais e medíocres.

O dinheiro, a fama e o status não pagará o largo debito, de ter levado a sociedade ao martírio de sua própria inconsciência do mal pregado pelos papas da comunicação.

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